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Citi reduz projeções de preço para Bitcoin e Ethereum

O Citigroup, um dos gigantes do setor bancário, revisou suas estimativas para as criptomoedas mais conhecidas, Bitcoin e Ethereum, e a notícia não é das melhores. Em meio a um cenário de incertezas, a principal razão para essa revisão negativa são os fluxos de capital que têm saído dos ETFs (fundos de índice) dessas moedas.

No final do ano passado, os analistas do banco tinham um otimismo relativo, projetando que o Bitcoin poderia até chegar a valer US$ 189.000 até 2026. Entretanto, essa perspectiva despencou no último relatório, onde o novo alvo ficou em US$ 112.000, muito por conta de desafios regulatórios. Para o Ethereum, a situação também não é animadora. A expectativa anterior de US$ 5.440 caiu para apenas US$ 3.175.

Atualmente, o Bitcoin e o Ethereum estão sendo negociados por cerca de US$ 58.650 e US$ 1.570, respectivamente, e as cotações não mudaram muito nas últimas 24 horas. O Citigroup acredita que ambos os ativos têm chances de recuperação ao longo do próximo ano, mas a revisão das previsões mostra um clima de pessimismo para o médio prazo. A nova projeção do Bitcoin é de apenas US$ 82.000 e a do Ethereum, de US$ 2.240. Isso representaria uma valorização de 40% e 42%, mas, na prática, essas criptomoedas já estavam há muito tempo nesses patamares.

Com as atuais condições de mercado, o cenário mais negativo que os analistas do Citi imaginam é de ainda mais quedas. Sob esse ângulo, o Bitcoin poderia despencar para US$ 53.000, enquanto o Ethereum teria um possível valor de US$ 1.094.

Citi reflete sobre os impactos dos ETFs

Os especialistas do Citi manifestaram preocupação com os últimos dados sobre o fluxo de ETFs de Bitcoin e Ethereum nos Estados Unidos. O banco destacou que este é um fator crucial para a movimentação de preços e que, nos últimos tempos, a situação ficou bem negativa.

Só em junho, os ETFs de Bitcoin exibiram saídas de US$ 4,51 bilhões, o que marcou o pior mês da história para esses fundos. Quanto ao Ethereum, as retiradas somaram US$ 529 milhões. Esse número, embora menor do que o recorde de US$ 1,42 bilhão em novembro de 2025, mostra que esses ETFs têm enfrentado vendas em 7 dos últimos 8 meses, resultando em um fluxo negativo total de US$ 3,5 bilhões nesse período.

Outros pontos que influenciam as projeções do Citigroup incluem a venda de Bitcoins por empresas e o atraso na regulamentação das criptomoedas nos EUA. Recentemente, a gestora Grayscale – que administra um dos ETFs de Bitcoin mais significativos do mundo – também levantou essas preocupações. Além disso, a situação das taxas de juros definidas pelo Fed (Banco Central dos EUA) é uma variável que merece a atenção dos investidores.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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